A moda é para todos

Semana passada participei do ModaCamp, evento realizado pelo IED São Paulo.

“Encontro que possui o intuito de fomentar a importância do empreendedorismo no setor, apontar as principais tendências de negócios e debater o futuro do mercado fashion no país.”

Neste ano o tema foi REALIZADORES, sobre os novos empreendedores da moda.

A primeira palestra do dia foi apresentada por três estilistas com marcas reconhecidas, mas que ainda não são mega.

Mario Francisco (Dermetropol), Weider Silveiro e Isaac Silva

O que ouvi de todos foi que o sucesso é consequência de muito trabalho. E que o trabalho se baseia em consistência + persistência + paciência. 😉

Todos eles falaram da importância de ter projetos paralelos que financiem o sonho. Isso faz todo o sentido, não é mesmo?! E quantas de nós já desistimos de um sonho porquê ele não pagava as contas? Nunca desista de seus sonhos, mas ache alguma atividade que ajude a seguir o caminho até a realização.

Na segunda palestra participaram Paulo Pedó diretor da Melissa e Silvia Furmanovich, joalheira.

Eles abordaram a importância do posicionamento, valores e responsabilidades das marcas. Paulo falou algo muito relevante para o momento:

ser, mais que parecer”.

Vivemos uma época ainda de aparências, onde a essência fica em segundo plano. A imagem mais importante do que o conteúdo. Não seria incrível se conseguíssemos unir as duas coisas de forma natural e verdadeira?! Ser e mostrar quem somos!

Outra frase que chamou a minha atenção foi:

 Errar muito, mas errar pequeno.”

Como é rico experimentar, tentar, recomeçar, muitas, várias vezes. Isso serve pra vida! E também fiz um paralelo com o nosso estilo e jeito de vestir.

Como já falei em posts anteriores a nossa imagem, o jeito como nos vestimos e nos apresentamos falam muito sobre nós. A roupa é linguagem, a todo momento estamos comunicando algo. E como temos medo de errar, de experimentar, de ousar!

Sugiro um exercício: olhe-se no espelho, contemple o seu corpo, sua imagem e tente coisas novas, saia da sua zona de conforto. Experimente uma cor que você use pouco, teste acessórios, use saia se você só veste calça. Tente um vestido mais feminino. Perceba como você se sente com essa nova imagem.

E experimentando novos elementos, novos estilos, novas peças, aos poucos você vai descobrindo e moldando o seu próprio estilo.

A última palestra foi sobre moda inclusiva. Gente, como ainda temos que caminhar por esse caminho!

Além da moda justa e sustentável, preocupada com o meio ambiente e com o bem-estar, foi abordada a dificuldade que os deficientes e idosos com limitações físicas, tem de encontrar roupas confortáveis e acessíveis. Detalhes pequenos, como desenvolver um abotoamento de camisa mais simples, podem fazer uma grande diferença no bem-estar dessas pessoas.

Saí cheia de ideias e motivada a enxergar o mundo a minha volta com um outro olhar. Prestar mais atenção em quem é diferente da gente. Gerar empatia, se colocar no lugar do outro, ver o mundo com a perspectiva fora do nosso mundinho.

Nós que trabalhamos com moda temos que lembrar que ela é para todos.

A roupa tem que ser feita para o humano e não o humano para a roupa.”

 

 

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